ENEM é um saco!

Boa tarde gente bonita! Queria compartilhar com vocês a minha história de ENEM.

Em 2006 eu estava terminando o terceiro colegial e como todo bom vagabundo eu não queria fazer o ENEM, mas como tava rolando uma certa tensão lá em casa por justamente eu ser muito vagabundo, então para agradar meu pai eu fui fazer a bendita prova.

Naquele ano, a prova ainda era feita apenas em um único dia. Sabadão bonito, ensolarado, lá fui eu perder meus seriados favoritos, cervejinha no buteco ou sei lá o que eu poderia fazer naquele dia para ir até a escola fazer a prova.

Após chegar, me identifiquei e segui até a sala de aula. Dada a largada para começar a prova, nem li nada, apenas coloquei meu nome no papel de respostas e fiz uma brincadeira que durou 5 (CINCO) minutos, eu balançava a caneta em cima da prova e na letra que ela caísse eu contava até 5 (acho que eram cinco possibilidades de respostas) num ciclo até chegar aquela letra e então essa seria minha resposta.

Para a redação eu fui um pouco mais babaca, o tema era “O que você acha das cotas nas universidades”. Minha dissertação foi a seguinte:

“Pode cre, eu curto”.

Maravilha, terminei a prova…porém precisava esperar o período mínimo na sala de aula, era de 30 minutos se não me engano.

Assim que saiu o resultado das provas, para minha surpresa a nota que tirei foi 60!!!! SESSENTA FUCKING PONTOS NO FUCKING ENEM ZUADO!

E vocês aí se matando, chorando, acendendo velas, fazendo promessas, e sabe Deus mais o que. Tsc tsc tsc, lamentável! ENEM é um saco, cara!

Qual sua moeda?

Essa manhã assim que eu acordei logo tive uma ideia muito boa e pensando um pouco vi que não seria muito difícil colocá-la em prática. O que eu queria fazer precisava com certeza estar alinhado a vontade de Deus, afinal isso seria pra Ele e então eu me coloquei a orar sobre isso.

Assim que comecei a orar, instantaneamente veio um sentimento de “putz eu não tenho feito coisas muito legais e acho que antes de mais nada preciso pedir perdão”, e então pedi perdão a Deus por algumas coisas, mas eu não estava realmente arrependido de nada daquilo, apenas pedia como se fosse um tipo de ritual que eu tinha que fazer antes de pedir algo pra o Todo-Poderoso. Me senti um lixo!

As vezes a gente entra numa religiosidade (ou até mesmo falta disso) e buscamos algum jeito de poder chegar a Deus, nós pensamos em algo que queremos e o que podemos dar a Ele. É como se tivesse uma máquina de refrigerante, nós adicionamos o valor das moedas, escolhemos nosso sabor preferido e a latinha cai magicamente e então desfrutamos.

Qual sua moeda de troca? O que você dá (ou pelo menos tenta dar) para Deus em troca daquilo que você quer?

Nós não precisamos mais sacrificar animais num templo, não precisamos fazer rezas repetidas, dizimar altos valores na igreja esperando algo em troca, dizer palavras a Deus como se fosse um ritual (assim como eu fiz), ajudar a velhinha atravessar a rua, nem nada disso para chegar a Deus.

Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.
Romanos 12:1-3

Nosso Deus é um Deus pessoal, Ele realmente se importa com a gente e está sempre presente em tudo que fazemos. Quando nós oramos, não é como se Deus fosse um gênio da lâmpada que realiza nossos desejos e nós precisamos fazer algumas coisas para Ele, o que precisamos é como Paulo diz: nos oferecer como sacrifício vivo, santo e agradável, na carta aos Efésios, aos Romanos e em Hebreus diz que precisamos de fé, em Lucas Jesus diz que precisamos amar a Deus acima de todas as coisas e negar a nós mesmo e assim por diante.

Pare de barganhar com Deus!

Nós não podemos “manipular” Deus, Ele já sabe de todas as coisas, do antes, do agora e do depois, Ele conhece todos os desejos e intentos do nosso coração. Ele não precisa de nós, nós sim precisamos dEle. A oração não transforma Deus, ela transforma a nós mesmos.

A oração é uma conversa que temos com Deus assim como temos (ou deveríamos ter) com nosso pai/mãe. É onde expomos nossas alegrias e tristezas, conflitos internos, desejos, pedimos perdão pelos erros, agradecemos por tudo que Ele nos proporciona na vida, damos honras e glórias a Cristo.

 

 

 

Não reinvente a roda. Reinvente a roda!

Não reinvente a roda disse o preguiçoso. Reinvente a roda disse o criativo.

Não reinvente a roda disse o conformado. Reinvente a roda disse o revolucionário.

Não reinvente a roda disse os fariseus e mestres da lei. Reinvente a roda disse Jesus Cristo.

Não reinvente a roda disse o eterno funcionário. Reinvente a roda disse o futuro possível milionário.

Não reinvente a roda disseram os amigos de Mike Krieger. Reinvente a roda disse Mike Krieger criador do Instagram, vendido recentemente para o Facebook por 1 bilhão de dolares.

Não reinvente a roda disse o alienado. Reinvente a roda disse o desperto.

Não reinvente a roda disseram os racistas. Reinvente a roda disse Martin Luther King.

Não reinvente a roda disse o preguiçoso. Reinvente a roda disse o criativo.

Não reinvente a roda disse a Rede Globo. Reinvente a roda disse o povo brasileiro durante os protestos.

Não reinvente a roda disseram aqueles com roupas cheirando a amaciante. Reinvente a roda disse Madre Tereza e São Francisco de Assis.

Não reinvente a roda disse o fracassado. Reinvente a roda disse o vencedor.

Não reinvente a roda disseram os músicos antes do rock. Reinvente a roda disse Elvis Presley, Chuck Berry, Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, Janis Joplin, The Doors, David Bowie e Rolling Stones.

Não reinvente a roda disseram os bispos católicos em 1517. Reinvente a roda disse Martinho Lutero.

Não reinvente a roda disse o criador da pena e tinteiro. Reinvente a roda disse o criador da caneta esferográfica.

Não reinvente a roda disse o pessimista. Reinvente a roda disse o otimista

Não reinvente a roda é o que te dizem todos os dias. Reinventar a roda é a decisão que você vai tomar para ir na contramão do sistema e ir além.

Não consigo deixar de acreditar em Deus

Eu confesso, já tentei deixar de acreditar em Deus. E não foi apenas uma vez não, foram várias!

Já tentei deixar de acreditar nEle em momentos ruins da vida, momentos bons, momentos filosóficos, reflexivos, existenciais e mais em um monte de momentos que no final fracassei nessa tarefa.

Os mais religiosos irão dizer: “Claro que não consegue deixar de acreditar, afinal Ele existe, negar o que existe é loucura”. Tá, pode até ser…mas não é beeem assim…

Eu fui cético/ateu por praticamente 20 anos da minha vida, nos últimos anos de meu “ateísmo” eu tinha argumentos muito fortes e convincentes  que facilmente acabariam com o de qualquer crente (crente em uma divindade e não necessariamente a religião cristã evangélica), pra falar a verdade, esses argumentos ainda vencem de um crente, afinal não é possível provar a existência do divino. Durante todo esse tempo eu sempre senti aquele famoso vazio existencial onde nada podia preenche-lo. Sério, procurei suprir esse vazio em quase todos os lugares possíveis, filosofia, psicologia, esportes, aventura, relacionamentos, psicodelía, matemática, química, lógica, artes, criatividades, etc, mas em nenhum lugar preenchia.

Eis que um belo dia eu tenho uma experiência com Deus!

Mas como assim, cara, de uma hora pra outra aquele maluco cheio de ideias e opiniões começa a acreditar nas mesmas baboseiras que os chatos da igreja? Para com isso! A psicologia e a biologia (ciência no geral) conseguem provar que a fé e crenças em um ser divino são reações nervosas/químicas que ocorrem no cérebro do indivíduo, não tem nada de divino nisso, mané!

Ok, pode até ser que seja isso mesmo! Mas seja lá se for reação na cabeça, piração de alguma droga alucinógena ou um sonho, eu não posso e não consigo negar Deus!

Pra todos os lados em que olho eu vejo Deus, e esse Deus que eu vejo é muito além de uma “energia” ou “força” invisível que rege o Universo, Ele é um Deus pessoal que se importa e cuida da sua criação (não esse não é um nenhum sentimento/desejo paterno reprimido que tenho).

Deus se manifesta o tempo todo e em todos os lugares, basta prestarmos mais atenção, seja na natureza, na música, no teatro, num livro, no voar de um pássaro, num alimento, na água…quanto em um pensamento, no silêncio, no abraço, no beijo, no perfume e principalmente nos relacionamentos. Tudo que existe é para Sua glória!

As vezes no correr dos dias, em meio a questionamentos, egocentrismos e fraquezas, me ocorre de colocar em cheque justamente para onde eu deveria estar correndo em direção e quando isso acontece, por mais relutante que eu fique, não consigo nega-lo, simplesmente não consigo.

Que Deus me perdoe por todas essas crises e questionamentos. Que Deus me ajude a ter sempre e cada vez mais, uma fé fortalecida no Verbo, na Verdade, em Jesus Cristo. Afinal pra onde irei eu se apenas o Senhor tem a palavra de VIDA?!

E convenhamos, nada como as crises para nos reerguer ainda mais fortes e com a fé mais firme. 🙂

Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.

Romanos 11:36

2 meses sem smartphone

Nesses dois últimos meses passei por algo interessante, fiquei sem um smartphone. Ahh, problema do século XXI!

Na última Mijada-Cultural, digo, Virada-Cultural, eu tive meu celular roubado assim como de outras milhares de pessoas e desde então não adquiri outro (até hoje). Esse tempo foi um ótimo tempo diga-se de passagem, pude fazer coisas que eu fazia antigamente quando não possuía um smartphone.

Fico pensando no que nossos avós pensariam disso, com certeza ficariam indignados por verem pessoas deixando de viver de fato para passar o tempo segurando um objeto com uma tela. “Isso é coisa dessa desgraça de pós-modernidade!” – exclamariam eles – e eu devo concordar com isso, na verdade é um fato dualista, junto com todos os benefícios e praticidades vieram também todos os malefícios. Os celulares (e toda tecnologia em geral) fizeram de nós menos humanos, mais frios e distante de tudo, tanto de pessoas quanto de todas as coisas da natureza.

Nesse tempo sem celular eu pude fazer muitas coisas com muito mais intensidade do que com ele. Li muito mais livros e numa velocidade superior a antes, observei mais os ambientes ao meu redor, observei as pessoas e o melhor de tudo, diminuiu minha ansiedade e melhorou minha concentração.

Porém como nem tudo são flores, junto da ausência do companheiro de bolso também veio o sentimento de ausência de companheiros humanos. É uma sensação de exclusão social, eu não tinha meus contatos diários a hora que eu quisesse no WhatsApp, Facebook, Twitter, etc, eu tinha que me limitar a SMS por um outro aparelho antigo que só serve para isso e ligações, ou esperar para chegar em casa/trabalho e usar o PC.

Enfim, seria bom levar uma vida sem smartphone, mas teria algum preço nisso, psicológico e social.

Ahh, e como eu poderia esquecer de mencionar, cagar sem levar o celular junto é muito melhor, a criatividade vai a milhão e torna-nos gênios 😉

Sent from my iPhone. rs

Jesus é amigo de gente ruim

Durante uma refeição na casa de Levi, muitos publicanos e “pecadores” estavam comendo com Jesus e seus discípulos, pois havia muitos que o seguiam.
Quando os mestres da lei que eram fariseus o viram comendo com “pecadores” e publicanos, perguntaram aos discípulos de Jesus: “Por que ele come com publicanos e ‘pecadores’? ”
Ouvindo isso, Jesus lhes disse: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores”.
Marcos 2:15-17

Os religiosos sempre atacam e criticam atitudes diferentes a aquelas que eles estão acostumados a vivenciar. Jesus causou escândalo ao sentar a mesa para comer e beber junto com gente ruim.

Se Jesus andou com a escória, nego ruim…Nós também podemos, porém nunca se esquecendo que Ele não andava com eles para fazer as mesmas coisas que eles faziam – Levi por exemplo, que estava sentado nessa mesa junto com Jesus, era um cobrador de impostos, pessoa desonesta que cobrava imposto ilícito, enganava o governo e era odiado pelo povo -, mas como podemos ver nos Evangelhos, Jesus veio para trazer vida, perdoar, salvar, ensinar, etc.

Jesus veio para quem é zuado, lixo de pessoas, imprestáveis, detestáveis.

Jesus veio para você mentiroso, punheteiro, fofoqueiro, ladrão, rebelde sem causa, evangélico, católico, macumbeiro, muçulmano, judeu, gay, bêbado, estuprador, pedófilo, drogado, e corinthiano.

Ele é o único com autoridade para perdoar pecados, pois Ele foi o único a entregar-se na cruz por amor a esse monte de gente ruim e depois ressuscitar e viver eternamente na glória.

O outro lado da Parábola do Filho Pródigo

Como é de conhecimento de muitos, a Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-32) conta a história de um rapaz que decidiu levar a vida como bem entendia, então pediu sua parte da herança para seu pai e caiu no mundão atrás de diversão, prazeres e sabe-se Deus mais o quê. Um belo dia ele percebe que não tinha mais nada e estava passando por necessidades, chegando até mesmo a desejar comer a comida que os porcos se alimentavam e então num despertar retorna para a casa de seu velho, arrependido de seus atos.

Na parábola vemos que o pai feliz e compadecido com o retorno, manda matar um boi, trazer roupas boas, vinho (na história não tinha, mas creio que deviam ter tomado), anel e dar uma festança. Seu outro filho fica de mimimi reclamando para o querido papai que ele sempre esteve ao lado dele e nunca deu nada, já o filho que abandonou tudo e foi pra putaria, volta e ganha tudo do bom e do melhor.

O pai então diz que o filho sempre esteve ao seu lado e tudo que lhe pertence, também é dele, ou seja, se ele quisesse ter dado uma festa pros amigos, ele poderia ter dado, se ele quisesse um anel ou uma camiseta da Lacoste, ele teria, bastava pedir.

Dada a introdução com toda a história, vamos aos fatos para nós hoje em dia:

Quantas vezes ao invés de estarmos na pele do filho pródigo, não estamos na verdade na do irmão ingrato? Claro que muitas vezes nós caímos e somos deixados à mercê de nossos próprios desejos e paixões para que uma hora haja arrependimento, mas eu mesmo me pego com frequência reclamando ou não dando valor daquilo que Deus já me deu e disponibiliza pra mim a qualquer momento.

Quantas vezes nós deixamos de pedir algo pra Deus por falta de fé, preguiça, medo ou descaso? Em Mateus 7 está escrito que se pedirmos, receberemos, obviamente que o Pai não nos dará aquilo que não seja de Sua vontade, se nem mesmo o “cálice” ele afastou de Cristo, seu Filho unigênito, quanto mais para algo conosco, porém Ele diz para pedirmos, devemos sim ter discernimento naquilo que iremos pedir, mas devemos pedir.

No verso 29 da parábola, vemos que o irmão era um filho obediente, cumpria as ordens, seguia as Leis, jovem trabalhador…

Quantas vezes nós estamos vivos (ao contrário do filho pródigo no verso 32), somos obedientes, educados, seguimos as Leis, temos uma boa teologia e tudo mais, porém não nos satisfazemos com a melhor coisa que podemos ter: O Deus vivo em nós, nos abençoando e nos amando o tempo todo. Vivemos de maneira fria, sem nos relacionar e prestar honras e glórias a Deus, sabendo que temos seu Reino presente em nossas vidas.

Que Deus nos ajude a não sermos o irmão do filho pródigo, mas sim filhos fiéis e agradecidos por tudo aquilo que o Senhor já tem nos dado.

Sola Gratia!

Perder para ganhar

Quantas vezes você precisou chegar próximo ao do fundo poço (ou mesmo no final dele) para que algo mudasse dentro de você?

Isso não se aplica como regra universal pra tudo, mas no geral podemos observar que a maioria das transformações e “caídas na real” são baseadas em uma perda inicial para depois provavelmente virar em algo melhor.

Já perdi as contas de quantas vezes eu estive na merda, tanto em conflitos internos com meu EU, quanto com conflitos externos com pessoas, sociedade, sistemas, etc…e até mesmo conflitos com Deus. Todos esses conflitos, por mais duros que sejam, fazem de nós pessoas melhores, com mais sabedoria e discernimento. Como o apóstolo Paulo disse em sua segunda carta aos Coríntios 12:10:

Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte.

É o Espírito Santo de Deus, que nos consola, traz esperanças, conforto e forças para lutar e seguir em frente.

Isso tudo me lembra muito a parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-32), o filho pede sua parte da herança pro pai, vai para o mundão curtir a vida da maneira que bem entendeu, de maneira autônoma, fez de tudo que pôde pra curtir até ficar em um estado deplorável e então um dia caindo em si percebe a desgraça que estava e então retorna para o pai. Ele precisou perder pra ganhar…precisou se perder para achar.

Uma outra passagem que nos mostra o quanto isso é real e importante, está em 1 Coríntios 5:4-5 em que Paulo diz:

…entreguem esse homem a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor.

O objetivo dessa entrega da pessoa para o Diabo, não é de uma total perdição eterna, mas sim para que gere arrependimento e assim possa voltar para o Senhor, a partir de onde caiu.

Após esse turbilhão, estando nós firmes novamente, devemos tomar cuidado e vigiar para não cair no mesmo erro (1 Coríntios 10:12-13) e saber que aconteça o que acontecer, temos sempre o Deus da Justiça que nos perdoa e nos ajuda a levantar para um novo recomeço.

As vezes precisamos dar 10 passos pra trás para avançar 1, mas acredite, vale a pena!

Evangelho mamão com açúcar

Desde que me conheço por gente vejo em todos os lugares pessoas passando a mão na cabeça de outros com objetivos quase sempre deturpados, normalmente tentando convencer de algo, atrair para aquilo que deseja ou por simplesmente ser um grandessíssimo éfe dê pê e querer te ferrar de alguma maneira. E no meio evangélico/cristão não é nem um pouco diferente,  é muito pregado um evangelho bonzinho, onde basta você fazer isso ou aquilo e kaboom, como num passe de mágica algo m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o e tremendo irá acontecer na sua vida, me desculpem, mas eu não acredito nem um pouco nesse evangelho.

O evangelho que creio é aquele onde é falado sobre a Cruz, sobre morte e ressurreição, sobre pecados e arrependimentos, sobre um Pai que nos ama e entregou seu Filho para me tirar do buraco que eu estava.

Uma das maneiras que enxergo Deus é como um pai, talvez seja até um tanto quanto simplista e inocente, mas totalmente profunda. Quando me lembro de minha infância e adolescência onde eu ainda vivia com meus pais e estava sobre total cuidado deles (não que eles ainda não cuidem de mim) eu recordo da quantidade de coisas que eu aprontava e dava dor de cabeça pra eles, toda vez que eu causava algum tipo de estrago, eu trazia tristeza pra eles, destruição pra mim, distanciamento do amor sadio e aproximação da delinquência, mas minha mãe e meu pai por me amar tanto, mesmo diante de tantos problemas que eu trazia, continuavam a me amar e tomavam atitudes para tentar fazer de mim um filho melhor.

Não era passando a mãozinha na minha cabeça que eles me repreendiam, mas sim com cintadas, castigos e claro, muita conversa, principalmente conversa, minha mãe sempre foi um grande exemplo pra mim e me ensinou que a conversa e a verdade é muito importante pra resolver situações e claro que uns tapas ajudavam eu a “digerir” essas informações. Nessas conversas, umas calmas outras pegando fogo, sempre foi apontando aquilo que eu estava fazendo de errado para uma possível correção.

Eu creio muito que Deus cuida de mim da mesma forma, aliás, muito melhor e creio também que o Evangelho que temos que pregar seja sincero e principalmente condizente com as Escrituras.

Quando o jovem rico foi perguntar pra Jesus como fazer para herdar a vida eterna, Jesus disse que ele deveria vender tudo que tinha e dar aos pobres, o jovem babaca não queria fazer isso e foi embora (Marcos 10:17). O que foi que Jesus fez quanto a isso? Nada, absolutamente nada em relação ao jovem, ele simplesmente o deixou ir e mostrou para seus discípulos o quão difícil é entrar no Reino de Deus. Jesus não passou a mão na cabeça do cara implorando “amado, por favor, não faça isso, não vire as costas para mim, vende tudo por Meu amor!”

Quando alguém está afundado em pecados não adianta absolutamente nada fazer cafuné nessa pessoa, isso só causaria ainda mais desgraça na vida dela. A melhor solução é o reconhecimento do erro e arrependimento, é pra isso que Jesus nos chama, para nos arrepender de todos nossos pecados e viver uma vida no Caminho certo, para suportarmos os tempos difíceis e amarmos uns aos outros.